sábado, 19 de janeiro de 2013

Vulcões e tectónica de placas

Limites convergentes - O vulcanismo de subducção, nas fossas oceânicas, apresenta carácter explosivo. Nestas zonas uma das placas mergulha sob a outra acabando por ocorrer a fusão dos materiais rochosos e a ascensão de magmas pouco profundos.
Ex. A colisão de uma placa oceânica com uma continental origina cadeias montanhosas costeiras com atividade vulcânica (Andes). 





Limites divergentes – Ocorre um vulcanismo de vale de rifte, 
fissural, com atividade vulcânica do tipo efusivo ou misto. Nestas zonas, os magmas basálticos ascendem à superfície formando nova crusta oceânica.
Ex. Dorsal ou Crista Médio-Oceânica e rifte Valley Africano. 



No interior das placas, por vezes, surgem focos de atividade vulcânica do tipo efusivo. É o caso dos pontos quentes ou hot spots. Estes focos estão associados a plumas térmicas onde ocorre ascensão de magma a partir de zonas profundas do manto. Os hot spots são fixos, o que, conjugado com o movimento da placa oceânica, pode originar a formação de vulcões em cadeia.





Breve reflexão:
Assim, os hot spots explicam a existência de vulcões em cadeia, o que acontece no Hawaii.









Fontes: Salsa, J. (2009). Preparação para os Testes Intermédios de Biologia e Geologia – 10.o ano. Porto Editora.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ponto_quente

Tipos de lava e tipos de atividade vulcânica


Tipos de lava

A lava pode ser de natureza básica, intermédia ou ácida, dependendo da percentagem em sílica (SiO2).

Lava básica- com baixo teor em sílica (inferior ou igual a 50%). Temperaturas elevadas(1100 ºC a 1200 ºC, fracção volátil pouco significativa e lava fluída.

Lava ácida- com alto teor em sílica (superior a 70%). Temperaturas pouco elevadas (800 ºC a 1000 ºC), fracção volátil significativa e elevada viscosidade.


Lava intermédia- apresenta características intermédias entre as lavas ácidas e as lavas básicas. Teores em sílica oscilam entre 50% a 70%.




Tipos de atividade vulcânica

As características dos magmas (e, consequentemente, das lavas) condicionam o tipo de atividade vulcânica, que pode ser explosiva, efusiva ou mista.


Actividade explosiva- envolve lavas ácidas, com capacidade de retenção de gases, que solidificam na cratera ou nas suas proximidades. O cone vulcânico é alto, com vertentes íngremes. As erupções são muito violentas, com projecções de materiais vulcânicos (piroclastos) e formação de nuvens ardentes.
















Actividade efusiva- envolve lavas básicas, capazes de formar escoadas ou rios de lava com muitos quilómetros de extensão. O cone vulcânico é baixo, com vertentes suaves, não existindo projecções violentas de materiais. A solidificação das lavas assume diferentes formas.
















Fontes: http://bg-nr16.blogspot.pt/2009/02/vulcanologia.html

Vulcanologia

Tipos de vulcanismo

O vulcanismo apresenta manifestações do dinamismo geológico interno do nosso planeta. 
As principais manifestações vulcânicas classificam-se em vulcanismo de tipo fissural e vulcanismo de tipo central. Estes caracterizam-se pela ocorrência de erupções, efusivas ou explosivas, com libertação de lava, gases e piroclastos. No vulcanismo de tipo fissural, as erupções ocorrem ao longo de fraturas da superfície terrestre, enquanto que no vulcanismo de tipo central, as erupções ocorrem em vulcões.


Vulcanismo de tipo fissural


Vulcanismo de tipo central


Morfologia básica de um vulcão







Vulcanismo Secundário ou Residual

Géiseres-Jactos de água quente e vapor projectados a enorme altura e intermitentemente.

Segundos antes da erupção do géiser - Iceland


Erupção do géiser - Iceland


Fumarolas - Emanações de pequenas nuvens de vapor a temperaturas elevadas, libertadas através de fendas do cone vulcânico.



Fumarola - Iceland


Nascentes Termais - Fontes de água, a elevada temperatura, contendo dissolvidas substâncias minerais, normalmente com valor medicinal.
Fonte Termal - Iceland

Fontes: Salsa, J. (2009). Preparação para os Testes Intermédios de Biologia e Geologia – 10.o ano. Porto Editora.
http://www.cientic.com/portal/

sábado, 8 de dezembro de 2012

A junção tripla dos Açores


As ilhas vulcânicas do arquipélago açoriano situam-se num enquadramento tectónico muito particular - a Junção Tripla dos Açores. Isto é, os Açores localizam-se numa zona de contacto de três placas tectónicas - as placas Norte-Americana, Euro-asiática e Africana.

A Dorsal Médio-Atlântica (DMA) é cortada por diversas falhas activas, de entre as quais destacamos as seguintes:

  • zona de fractura norte dos Açores (ZFNA);
  • transformante de S. Jorge (TSJ), com expressão subaérea na ilha;
  • zona de fractura Faial-Pico (ZFFP);
  • zona de fractura do Banco Açor (ZFBA);
  • zona de fractura do Banco Princesa Alice (ZFBPA).

Reflexão pessoal: 
Assim, devido ao seu enquadramento, o território de Portugal Continental tem sofrido, ao longo do tempo, consequências de sismos de magnitude moderada e forte, que resultaram muitas vezes em danos importantes em várias cidades e vilas do país, como o comprovam os diversos relatos históricos.


domingo, 25 de novembro de 2012

Teoria Nebular Reformulada

http://natgeotv.com/pt/terra-formacao-de-um-planeta/videos/terra-formacao-de-um-planeta-mob01

Reflexão: Aconselho a irem a este site, pois de uma forma simples e clara, explica a formação de um planeta. 
Segundo a Teoria Nebular, o sistema solar formou-se à 4600 m.a., a partir de uma vasta nuvem de gás e poeiras (nebulosa solar). Este processo ocorreu em várias etapas:
  • A nébula ter-se-ia contraído graças à existência de forças de atracção gravítica entre as diferentes partículas que a constituíam;
  • a contracção da nébula proto-solar provocaria o aumento da sua velocidade de rotação;
  • lentamente a nébula teria começado a arrefecer e a adquirir a forma de um disco muito achatado, em torno de uma massa de gás e luminosa em posição central, que seria o proto-sol;
  • durante o arrefecimento do disco nebular, verificar-se-ia a condensação dos materiais da nébula em grãos sólidos, mas não de um modo uniforme. As regiões situadas na periferia, em contacto com o espaço intersideral, eram mais rapidamente arrefecidas que as próximas da estrela em formação, o proto-sol. Ora, a cada temperatura corresponde a condensação de um tipo de material com determinada composição química, o que leva a uma zonação mineralógica de acordo com a distância ao Sol;
  • no referido disco, a força da gravidade provocaria a aglutinação de poeiras constituídas por diferentes minerais, que formariam pequenos corpos chamados "planetesimais", com diâmetro de cerca 100 m. Os maiores desses corpos atraíram os mais pequenos, verificando-se a colisão e o aumento progressivo das dimensões, o que levou à formação de planetesimais com alguns quilómetros;
  • todo este processo, denominado "acreção", desencadeou um bombardeamento cada vez maior, formando-se corpos chamados "protoplanetas";
  • finalmente, os protoplanetas, por acreção de novos materiais, teriam dado lugar aos "planetas", que a partir deste momento giram em torno do Sol, como se sabe actualmente.
Fonte: http://biologiaegeologiatiago.blogspot.pt/2009/11/teoria-nebular-reformulada-sistema.html




domingo, 28 de outubro de 2012

A Terra - Um planeta em mudança

Princípios básicos do raciocínio geológico


Catastrofismodefende que no passado, a Terra sofreu a ação de fenómenos catastróficos, principalmente inundações, que resultaram nas configurações geológicas e biológicas atuais, o que explicava, por exemplo, a ocorrência de fósseis marinhos em regiões distantes da costa.








Uniformitarismo - defende duas ideias-base:

- Os acontecimentos geológicos do passado são o resultado das forças da Natureza idênticas às que se observam hoje em dia;
- Os acontecimentos geológicos são o resultado de lentos e graduais processos da Natureza.





sábado, 27 de outubro de 2012

Teoria para a extinção dos dinossauros





Reflexão: Existem várias teorias para a extinção dos dinossauros, pois este acontecimento atraiu desde sempre a atenção de vários cientistas.
Atualmente, a teoria que melhor sustenta o desaparecimento dos dinossauros é a colisão de um corpo de grandes dimensões, proveniente do espaço, com a Terra.